domingo, 31 de agosto de 2014

“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.”
João 4:8

O Amor de Deus pelo mundo.

A base do Evangelho.
Parte II

 A alma egoísta não pode ser uma alma regenerada. I João 4:7 declara “ousadamente” Que o amor é produto do próprio novo nascimento. Deus é amor, e o amor vem da parte de Deus. Aquele que nasceu de Deus recebeu o implante da natureza altruísta. Tal indivíduo automaticamente amará a seu próximo, embora isso sempre deva ser fortalecido e incrementado, conforme a alma se vai tornando mais espiritual.
 Portanto, afirmamos que o amor é a prova mesma da espiritualidade de uma pessoa. Trata-se da maior das virtudes espirituais, o solo onde todas as outras virtudes têm de medrar.
 Assim sendo, realmente é de estranhar que alguns pensem que o conflito e o ódio sejam a prova de sua espiritualidade!  Fomos aceitos no «Amado» Efésios. 1:6, e assim, no seio da família divina, existe uma comunhão de amor.
 Essa participação no espírito de amor deve necessariamente caracterizar qualquer verdadeiro filho de Deus.
 Aquele que odeia pertence ao diabo.
 Nossa espiritualidade imita Deus, o Pai. Deus é amor. Ele é a origem de todo o pensamento e ação altruísta. Os filhos de Deus serão inspirados tanto por seu exemplo como através do cultivo do amor na alma, uma realização do Espírito.
  A prática da lei do amor é um dos meios de desenvolvimento espiritual. De cada vez que fazemos o bem para alguma outra pessoa, impelidos por motivos puros, o nível da nossa espiritualidade se eleva.
 Outros meios de crescimento espiritual são o estudo dos livros sagrados, a oração, a meditação, a santificação e o emprego dos dons espirituais, que nos ajudam a cumprir nossas respectivas missões. O Amor é a Cultivação, o Fruto do Espirito Santo. Gálatas. 5:22, o amor é o primeiro fruto do Espírito na alma e na vida de uma pessoa, e torna-se o solo no qual todos os demais frutos crescem. Como o produto supremo do Espírito, o amor torna-se a força por detrás de todos os dons espirituais, 'sendo maior que qualquer um deles, isoladamente ou em conjunto I Coríntios. 13.
 Sem o amor nada somos. 3. Deus nos confere o seu amor, pela operação do Espírito na alma. O amor é uma planta tenra da qual o Espírito cuida. Se o amor estiver ausente, então é que o Espírito não habita em nós.
 O amor não consiste em mera emoção. E uma qualidade da alma, mediante a qual o indivíduo sente ser natural servir ao próximo, tal como sempre quererá servir a si mesmo. Essa qualidade da alma é produzida pela influência transformadora do Espirito Santo, segundo se vê em Gálatas. 5:22.
 O amor consiste no interesse por nossos semelhantes como aquele: que temos naturalmente por nós mesmos. Trata-se de um altruísmo puro, a negação do próprio «eu» visando o bem-estar alheio.
 Poucas almas podem amar diretamente a Deus, e somente quando a alma já ascendeu o suficiente na direção de Deus é que esse amor pode ocorrer na forma de contemplação.
 Porém, parte dessa ascensão consiste no amor por aqueles para quem Deus outorgou a vida eterna.
 Assim sendo, é impossível amar a Deus e odiar a um ser humano.  I João 4:7. Só ama verdadeiramente aquele que nasceu de Deus, porquanto o “amor cristão” é uma qualidade eminentemente espiritual.  I João 4:7.
 Aquele que não ama também não conhece a Deus I João 4:8, porque Deus é a própria essência do amor, sendo altruísmo puro.
 Por semelhante modo, não amar é andar nas trevas I João 2: 11.
 O amor é o caminho mais rápido de retorno ao Senhor Deus, porquanto é a virtude moral suprema que precisamos possuir a fim de compartilhar de sua imagem moral, permitindo que todas as demais virtudes possam ser bem mais facilmente adquiridas.
Somente quando já somos possuidores da natureza moral divina é que podemos possuir a natureza metafísica, que está destinada aos remidos, a saber, a própria natureza de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Somente então é que nos tornamos verdadeiros filhos de Deus, juntamente com o Filho de Deus, dentro da família divina, participantes da natureza divina.  II Pedro. 1:4.

 “Para nós os crentes” não existem dez mandamentos, e, sim onze. O décimo primeiro consiste em: Amarás. Nessa pequena palavra, amor, no dizer de Cristo, está sumariado o dever inteiro de um homem. Em tudo isso Cristo manifesta muito mais originalidade do que percebemos.

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