“E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que
profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não
ser que também interprete para que a igreja receba edificação.”
I CORÍTIOS 14:5
BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
PARTE II
Apesar de as línguas
extáticas poderem servir de experiência especial do Espírito (elas são até um
dos dons espirituais), muitos daqueles que têm tido poderosa experiência como
Espírito de Deus têm visto que as línguas não são um aspecto imprescindível.
Ademais, a presença das
línguas pode levar alguém a pensar, equivocadamente, que ele passou por uma
poderosa experiência espiritual, quando, na verdade, a manifestação das línguas
é reputada pelo apóstolo como O menor e menos útil dos diversos dons
espirituais.
Pode-se mesmo dizer
que há quem fale em línguas por mera excitação.
Aqueles que têm passado por experiências místicas profundas
com o Espírito de Deus descrevem fenômenos variados.
Não há em reserva,
para todos os crentes, uma experiência padronizada como dom de línguas. O
Espírito Santo distribui seus dons conforme lhe "agrada" (I Coríntios.
12: 11). Por isso mesmo Paulo indaga: "Porventura são todos apóstolos...
falam todos em outras línguas..." (I Coríntios. 12:29 a 30). E até mesmo
entre os que falam em línguas, há mais profundos e mais superficiais. E há
experiências místicas que não envolvem línguas, em nenhum sentido, como
"sabedoria", "conhecimento", "discernimento de
espíritos", "visões", etc.
Quanto mais
padronizamos e categorizamos as experiências místicas, mais estaremos limitando
o poder do Espírito de Deus, o qual atua sobre cada um conforme ele vê ser
melhor para cada indivíduo.
E o pior aspecto dessa
limitação é que ela gera divisões desnecessárias e prejudiciais, devido a
sentimentos de superioridade por parte daqueles que manifestam algum dom
espiritual e que o exagera quanto à sua importância. Os pentecostais disseram que o sinal da
segunda bênção é o falar em línguas. O erro consiste, portanto, em ligar o
batismo no Espírito Santo (ou segunda bênção) à santificação e ao falar em
línguas, como causa e consequências.
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