quinta-feira, 2 de outubro de 2014

“E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação.”
I CORÍTIOS 14:5
BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
PARTE II

 Apesar de as línguas extáticas poderem servir de experiência especial do Espírito (elas são até um dos dons espirituais), muitos daqueles que têm tido poderosa experiência como Espírito de Deus têm visto que as línguas não são um aspecto imprescindível.
 Ademais, a presença das línguas pode levar alguém a pensar, equivocadamente, que ele passou por uma poderosa experiência espiritual, quando, na verdade, a manifestação das línguas é reputada pelo apóstolo como O menor e menos útil dos diversos dons espirituais.
 Pode-se mesmo dizer que há quem fale em línguas por mera excitação.
Aqueles que têm passado por experiências místicas profundas com o Espírito de Deus descrevem fenômenos variados.
 Não há em reserva, para todos os crentes, uma experiência padronizada como dom de línguas. O Espírito Santo distribui seus dons conforme lhe "agrada" (I Coríntios. 12: 11). Por isso mesmo Paulo indaga: "Porventura são todos apóstolos... falam todos em outras línguas..." (I Coríntios. 12:29 a 30). E até mesmo entre os que falam em línguas, há mais profundos e mais superficiais. E há experiências místicas que não envolvem línguas, em nenhum sentido, como "sabedoria", "conhecimento", "discernimento de espíritos", "visões", etc.
 Quanto mais padronizamos e categorizamos as experiências místicas, mais estaremos limitando o poder do Espírito de Deus, o qual atua sobre cada um conforme ele vê ser melhor para cada indivíduo.

 E o pior aspecto dessa limitação é que ela gera divisões desnecessárias e prejudiciais, devido a sentimentos de superioridade por parte daqueles que manifestam algum dom espiritual e que o exagera quanto à sua importância.  Os pentecostais disseram que o sinal da segunda bênção é o falar em línguas. O erro consiste, portanto, em ligar o batismo no Espírito Santo (ou segunda bênção) à santificação e ao falar em línguas, como causa e consequências.

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