“E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a
outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a
outro a interpretação das línguas.”
I CORÍNTIOS
12:10
BATISMO NO
ESPÍRITO SANTO
PARTE I
A ideia é que o
Espírito Santo efetua uma segunda operação, que dá santificação e poder, após a
primeira bênção da conversão e regeneração inicial.
Mas, estritamente
falando, muitos cristãos passam não somente por uma segunda bênção, mas por
muitas bênçãos adicionais, se quiserem enfatizar as experiências místicas.
A simples e emocional
segunda bênção foi substituída pelas línguas, com a subsequente participação em
vários dons espirituais.
Quando as experiências
místicas são genuínas, então, na verdade, podemos esperar uma segunda, uma
terceira bênção, etc.
Mas é ridículo supor
que a completa santificação, no sentido de impecabilidade, possa ser obtida
desse modo, conforme muitos têm ensinado.
Até onde posso ver as coisas, dois grandes erros têm sido cometidos
por muitos que fazem parte da Igreja cristã, acerca dessas questões: Primeiro o
de categorizar alguma experiência mística (no caso o falar em línguas
extáticas) e então dizer "isto" é uma segunda bênção que deve ser
buscada por todos os crentes, de forma padronizada, obrigatória.
Segundo, por outra
parte, supor que a vida cristã tenha por propósito envolver somente a
experiência inicial da conversão, seguida por um crescimento gradual e natural
sem qualquer experiência mística que faça o crente dar súbitos saltos para
frente.
Isso não concorda com o
quadro sobre a vida cristã, segundo a mesma é retratada no livro de Atos e nas diversas
epístolas apostólicas.
Essa limitação
amortece o poder do Espírito. Sim, precisamos da conversão; precisamos do
crescimento espiritual; mas também precisamos de experiências místicas
poderosas que nos confiram poderes e graças especiais, que, em seus efeitos,
vão muito além da leitura da Bíblia e da oração.
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