quarta-feira, 1 de outubro de 2014



“E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.”

I CORÍNTIOS 12:10

BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
PARTE I

 A ideia é que o Espírito Santo efetua uma segunda operação, que dá santificação e poder, após a primeira bênção da conversão e regeneração inicial.
 Mas, estritamente falando, muitos cristãos passam não somente por uma segunda bênção, mas por muitas bênçãos adicionais, se quiserem enfatizar as experiências místicas.
 A simples e emocional segunda bênção foi substituída pelas línguas, com a subsequente participação em vários dons espirituais.
 Quando as experiências místicas são genuínas, então, na verdade, podemos esperar uma segunda, uma terceira bênção, etc.
 Mas é ridículo supor que a completa santificação, no sentido de impecabilidade, possa ser obtida desse modo, conforme muitos têm ensinado.
Até onde posso ver as coisas, dois grandes erros têm sido cometidos por muitos que fazem parte da Igreja cristã, acerca dessas questões: Primeiro o de categorizar alguma experiência mística (no caso o falar em línguas extáticas) e então dizer "isto" é uma segunda bênção que deve ser buscada por todos os crentes, de forma padronizada, obrigatória.
 Segundo, por outra parte, supor que a vida cristã tenha por propósito envolver somente a experiência inicial da conversão, seguida por um crescimento gradual e natural sem qualquer experiência mística que faça o crente dar súbitos saltos para frente.
 Isso não concorda com o quadro sobre a vida cristã, segundo a mesma é retratada no livro de Atos e nas diversas epístolas apostólicas.

 Essa limitação amortece o poder do Espírito. Sim, precisamos da conversão; precisamos do crescimento espiritual; mas também precisamos de experiências místicas poderosas que nos confiram poderes e graças especiais, que, em seus efeitos, vão muito além da leitura da Bíblia e da oração. 

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